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Carbrasas para untar

Samuel Úria

Espalha Brasas

Vinca o timbre
Dobra o sino que o traz
Franze a língua
Abre o livro que é crivo ao que dirás

Fala bem, já tens dentes
Morde mentes, escolhe frentes
Moldas bem, não te tentes
Espalha brasas, trá-las ainda mais quentes

Se não falas irão cantar
Pedra Rolantes
Se tu paras irão marchar
Pedras cantantes

Pigarreia
Lavra sulcos com a voz
E semeia
Não é mudo o adubo que espalharás

Fala contra esse enredo
Pequeno mundo, medra-se o medo
Espalha, não é segredo
Faz as brasas, alastra-as, nunca foi cedo

Se não falas irão cantar
Pedra Rolantes
Se tu paras irão marchar
Pedras cantantes

Carbrasas para untar

Vintage el tono
Audita la campana que te trae
Francia tu lengua
Abre el libro que está situado a lo que vas a decir

Habla bien, tienes dientes
Muerde mentes, elija frentes
Moldea bien, no lo intentes
Extiende carbones, llévalos aún más calientes

Si no hablas, cantarán
Piedra rodante
Si te detienes, marcharán
Piedras cantantes

Pigarrea
Lavra surcos con la voz
Y sembrar
El compost que extenderá no es mudo

Habla en contra de este complot
Pequeño mundo, temete a ti mismo
Extiende, no es ningún secreto
Haz las brasas, esparcirlas, nunca has llegado temprano

Si no hablas, cantarán
Piedra rodante
Si te detienes, marcharán
Piedras cantantes

Escrita por: Samuel Úria