Remanso
Meu amor, deixa eu ser o milésimo amor
A habitar nesse teu coração frouxo
Te seguir tal cumade Fulô
Moreno deixa eu te dar um arroxo
Te deixar louco de beijo
Deixa eu tirar tua roupa
Esquentar a tua sopa
Te acalentar no meu peito
Será, meu Deus, que tem jeito
Desse nego se ajeitar?
Se aquieta no meu remanso
Se acomoda no meu colo
Minha rede desenrolo
Pra você se balançar
Ó nego, chegasse agora
Já desmantelando tudo
Desajeitando meu mundo
Minha cama, meu varal
Veio fazer carnaval
Brincando dentro de mim
Remanso
Mi amor, déjame ser el milésimo amor
Que habita en ese corazón tuyo flojo
Seguirte como comadre Fulana
Moreno, déjame darte un apretón
Volverte loco de besos
Déjame quitarte la ropa
Calentar tu sopa
Arrullarte en mi pecho
¿Será, Dios mío, que hay remedio
Para que este negro se enderece?
Aquídate en mi remanso
Acomódate en mi regazo
Desenredo mi hamaca
Para que te balancees
Oh negro, llegaste ahora
Ya desordenándolo todo
Desacomodando mi mundo
Mi cama, mi tendedero
Viniste a hacer carnaval
Jugando dentro de mí
Escrita por: Jonathas Pereira Falcão