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Vão

SandyAlê

Vão

Silêncio pelo vão da casa
Saudade do que não viveu
Seu pêlo pelo cobertor
Seu cheiro preso em minha dor
Meu travesseiro me contou
Será que você esqueceu

Desejo, imensidão e nada
Lembrança do que nunca foi
Tristeza não dá trégua se você não vem
Se atravessasse a porta me traria bem
Tua presença me transformaria
Quero voltar a existir

Me deixe te abraçar
Me guarda em teu calor
Me leva a flutuar
Carrega meu rancor
Me têm pra te agradar
Não cospe em meu amor
Sem tu vou me acabar
Me aceita como for

Adoeceu de amor
Anoiteceu
Amanheceu e o céu não deu de novo a cor

Vão

Silencio a través del espacio en la casa
Nostalgia de lo que no vivió
Tu pelo en la manta
Tu olor atrapado en mi dolor
Mi almohada me contó
¿Acaso me olvidaste?

Deseo, inmensidad y nada
Recuerdo de lo que nunca fue
La tristeza no da tregua si no vienes
Si cruzaras la puerta, me traerías bienestar
Tu presencia me transformaría
Quiero volver a existir

Déjame abrazarte
Guárdame en tu calor
Llévame a flotar
Carga mi rencor
Tenme para complacerte
No escupas en mi amor
Sin ti me consumiré
Acéptame tal como soy

Enfermé de amor
Anocheció
Amaneció y el cielo no volvió a dar color

Escrita por: ANA CARLA / Fabricio Motta