395px

Acalmaré

Sara Cristina

Acalmarei

Às vezes eu sinto que sou tão pequeno
Que não alcançaria o mais baixo lugar
E que toda minha vida está pautada apenas
Em sobrevivência sem rumo pra chegar

E às vezes eu sinto que o mundo inteiro
Quando fecho os olhos se volta contra mim
E que no mundo não existe apenas um
Que possa entender o que se passa aqui

Sinto que acordar se tornou automático
Como me olhar no espelho e não ver nada de bom
E eu mesma grito bem no fundo de mim
Você não vale nem o sofrimento que te trouxe aqui

Tudo que eu faço no fim dá errado
Tudo que começo não consigo terminar
Todos que dependem de frutos de mim
Esperam da colheita que ainda não plantei
Eu criei raízes onde eu estou, quando me movimento é voltando pra trás
E o vento me amedronta do que está por vir
Do fundo da minha alma
Eu não suportarei mais uma tempestade

Às vezes Eu vejo você reclamar
Sobre sua força e de onde está
Como se a sua vida não tivesse um rumo
Sem enxergar o que preparado já está

Às vezes Eu vejo sua mente se voltar
Contra você mesmo, e te derrubar
Pensando no pior e se privando de mim
De entregar seu fardo e só me seguir

O seu levantar é pelo Meu mandar
Quando se olhar no espelho use o Meu olhar
Verá Minha criação que com todo Meu amor
Sonhei, criei, amei com sangue e com dor

Tudo que fizer Eu tomo direção
Meu filho amado entregue em minhas mãos
Tudo que tocar Eu frutificarei
Tu é árvore minha, os frutos Eu colherei
Firma-se de rocha e na raiz que Sou
Te levarei tão alto lugares que não sonhou
O vento anuncia a tempestade que vem
Mas Eu te anuncio filho, sou Eu que acalmarei

Eu acalmarei
Eu acalmarei
Eu acalmarei

Acalmaré

A veces siento que soy tan pequeño
Que no alcanzaría el lugar más bajo
Y que toda mi vida está marcada solo
En sobrevivencia sin rumbo para llegar

Y a veces siento que el mundo entero
Cuando cierro los ojos se vuelve contra mí
Y que en el mundo no hay solo uno
Que pueda entender lo que sucede aquí

Siento que despertar se ha vuelto automático
Como mirarme en el espejo y no ver nada bueno
Y yo misma grito en lo más profundo de mí
Tú no vales ni el sufrimiento que te trajo hasta aquí

Todo lo que hago al final sale mal
Todo lo que empiezo no logro terminar
Todos los que dependen de frutos de mí
Esperan de la cosecha que aún no he sembrado
He creado raíces donde estoy, al moverme es retroceder
Y el viento me amedrenta de lo que está por venir
Desde el fondo de mi alma
No soportaré otra tormenta

A veces te veo quejarte
Sobre tu fuerza y de dónde estás
Como si tu vida no tuviera un rumbo
Sin ver lo que ya está preparado

A veces veo tu mente volverse
Contra ti mismo, y derribarte
Pensando en lo peor y privándote de mí
De entregar tu carga y solo seguirme

Tu levantarte es por Mi mandato
Cuando te mires en el espejo usa Mi mirada
Verás Mi creación que con todo Mi amor
Soñé, creé, amé con sangre y con dolor

Todo lo que hagas Yo tomaré dirección
Mi amado hijo entregado en mis manos
Todo lo que toques Yo fructificaré
Tú eres mi árbol, los frutos Yo cosecharé
Afírmate en la roca y en la raíz que Soy
Te llevaré a lugares tan altos que no soñaste
El viento anuncia la tormenta que viene
Pero Yo te anuncio hijo, soy Yo quien calmaré

Yo calmaré
Yo calmaré
Yo calmaré

Escrita por: Sara Cristina