Passando Devagar
Às vezes eu sinto os meses passando
devagar
Daí sempre tento e aqui mesmo consigo
divagar
O vento forte me assanha,
a mulher linda também
A minha sede é tamanha,
a tempestade nunca vem
Ou eu sempre estive nela?
Dentro dos dias poucas alegrias,
dentro da noite tanta embriaguez
Da praia, na brisa, a saia desliza
e o meu pensamento entrou aqui só pra rimar
Às vezes eu sinto os meses passando
devagar
Daí sempre tento e aqui mesmo consigo
divagar
Dessa centelha divina
com certeza nada levo!
De vela acesa sou resina:
a ser inteiro me atrevo,
muito embora sem sucesso!
Prevendo o futuro, pesando o passado
eu fico calado, pois nada mudará
Sou filho da aurora, vou rumo ao ocaso,
mas nesse momento estou aqui só pra rimar
Nas ruas que passo, esqueço pegadas
Mas às vezes eu sinto os meses passando devagar!
Pasando Despacio
A veces siento los meses pasando
despacio
Siempre intento y aquí logro
divagar
El viento fuerte me alborota,
la mujer hermosa también
Mi sed es tan grande,
la tormenta nunca llega
¿O siempre estuve en ella?
Dentro de los días pocas alegrías,
dentro de la noche mucha embriaguez
En la playa, en la brisa, la falda se desliza
y mis pensamientos entran aquí solo para rimar
A veces siento los meses pasando
despacio
Siempre intento y aquí logro
divagar
De esa chispa divina
seguro no me llevo nada
Como vela encendida soy resina:
me atrevo a ser completo,
aunque sin éxito
Previniendo el futuro, pesando el pasado
me quedo callado, pues nada cambiará
Soy hijo de la aurora, voy hacia el ocaso,
pero en este momento estoy aquí solo para rimar
En las calles que paso, olvido las huellas
¡Pero a veces siento los meses pasando despacio!