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Regresante

Saulo Fagundes

Regressante

Deixei-me ser o que não se revela
Se não na intensidade da saudade
Deixei-me ser o que nunca veio
O que nunca se encontrou
E nunca esteve perdido

Deixei-me ser o que não volta mais
Se não no tempo que se encontra
Porque não se procura
Deixei-me ser uma vez mais
A existência sobre a existência repousada

E já que em mim
O que não é não ousa
Deixei-me ser a voz consentida
Erguida do nada
Erguida do nada erguida do nada
E que regressa a vida

Regresante

Dejé que fuera lo que no se revela
Sino en la intensidad de la añoranza
Dejé que fuera lo que nunca llegó
Lo que nunca se encontró
Y nunca estuvo perdido

Dejé que fuera lo que no vuelve más
Sino en el tiempo que se encuentra
Porque no se busca
Dejé que fuera una vez más
La existencia sobre la existencia reposada

Y ya que en mí
Lo que no es no se atreve
Dejé que fuera la voz consentida
Elevada de la nada
Elevada de la nada elevada de la nada
Y que regresa a la vida

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