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Madeira

Saulo Laranjeira

Madeira

A ilha suspirou
Nas águas violadas
E uma canção encantada
Mandou

Sou boqueirão
Das corujas
Lajêdos, jequitibá
Jequitibá
Colinas de ramas verdes
Relevos
Que espelham no mar
Do galho da aruêra voou
Vim-vim, zabelê, sanã
Zabelê, sanã

E os olhos molhados
Da Sussuarana
É tristeza de ver
Aruêra cair

É corte na casca
É queda
Juriti
Sem pouso na serra
Eu vi
Voôu
Madeira
Voôu
Madeira

Madeira

La isla suspiró
En las aguas violadas
Y una canción encantada
Envió

Soy boqueirão
De las lechuzas
Lajeados, cedro
Cedro
Colinas de ramas verdes
Relieves
Que se reflejan en el mar
Del tallo del aruêra voló
Vim-vim, zabelê, sanã
Zabelê, sanã

Y los ojos mojados
De la Sussuarana
Es tristeza ver
Aruêra caer

Es corte en la corteza
Es caída
Juriti
Sin descanso en la sierra
Vi
Volar
Madera
Volar
Madera

Escrita por: Saldanha Rolim / Saulo Laranjeira