1867
Odeio ter que ir,
Odeio saber que não vou mais lutar
Por tudo que criou
Por tudo feito até aqui.
Não sei mais se eu
Me esforcei pelo ideal ou por você.
Meu erro foi confiar
Demais em você e não perceber
A ilusão que vivi até aqui com você.
Todos os males qu'eu
Cometi em seu nome
Me transformaram em um
Monstro que me consome.
Foi nessa ilha qu'eu
Perdi minha esperança.
Restou apenas breu
A quem não mais descansa.
Mais de cem anos guiando quem
Como eu estava fugindo.
E não há nada a dizer
Do ódio que senti.
Não há mais o que fazer.
Odeio ter que ir,
Odeio saber que não vou mais ter
O que o destino tirou
De forma cruel dos braços meus.
E não há nada a dizer
Do ódio que senti.
Não há mais o que fazer.
A morte de todos que aqui
Foram usados pra provar
A sua razão.
1867
Odio tener que ir,
Odio saber que ya no lucharé
Por todo lo que creaste
Por todo lo hecho hasta aquí.
Ya no sé si
Me esforcé por el ideal o por ti.
Mi error fue confiar
demasiado en ti y no darme cuenta
de la ilusión que viví hasta aquí contigo.
Todos los males que
Cometí en tu nombre
Me convirtieron en un
Monstruo que me consume.
Fue en esta isla donde
Perdí mi esperanza.
Solo quedó oscuridad
Para quien ya no descansa.
Más de cien años guiando a quienes
Como yo estaban huyendo.
Y no hay nada que decir
del odio que sentí.
Ya no hay nada más que hacer.
Odio tener que ir,
Odio saber que ya no tendré
Lo que el destino me arrebató
de forma cruel de mis brazos.
Y no hay nada que decir
del odio que sentí.
Ya no hay nada más que hacer.
La muerte de todos los que aquí
Fueron usados para probar
Tu razón.