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Ali

Selvagens À Procura de Lei

Ali

Ela entrou e eu estava ali
Ou será que fui eu que ali entrei
Sem sequer pedir
A menor licença?

Ela de batom caqui
Com os olhos olhava, o quê eu não sei
Olhos de águas vindas
De outros oceanos

Ela me olhou, quem?
Quem sabe com ela eu teria as tardes
Que sempre me passaram
Como miragens, como invenção!

Se eu não posso ter
Fico imaginando
Virá com ela que entrega
Virá, sim, assim virá que eu vi
Virá ou ela me espera
Virá, pois ela estava ali

Ela amou o que estava ali
Ou será que foi dela o que eu já amei
Como os laços fixos
De uma residência?

Ela: Alô!? E eu não reagi
Com os olhos olhava o que eu lembrei
Quando andava indo
Em outra direção

Ela me olhou, vem!
Quem sabe com ela
Eu veria as tardes
Que sempre me faltaram
Como miragens, como ilusão!

Se eu não posso ver
Fico imaginando
Virá com ela que entrega
Virá, sim, assim virá que eu vi
Virá ou ela me espera
Virá, pois ela está ali (ela está ali)

Ela andou e eu fiquei ali
Ou será que fui eu que dali mudei
Com uns passos mudos
De uma reticência?

Ela me olhou bem
Quem sabe com ela eu teria achado
O que sempre me faltava
Cores, colagens, sons, emoção!

Se eu não posso ser
Fico imaginando
Eu fico imaginando
Ela me espera

Assim virá que eu vi
Eu fico imaginando
Ela me espera
Assim virá que eu vi

Ali

Ella entró y yo estaba allí
O tal vez fui yo quien entró allí
Sin siquiera pedir
La menor licencia

Ella con labial caqui
Con los ojos miraba, lo que no sé
Ojos de aguas venidas
De otros océanos

Ella me miró, ¿quién?
Quién sabe con ella tendría las tardes
Que siempre se me escaparon
Como espejismos, como invención

Si no puedo tener
Me quedo imaginando
Vendrá con ella que entrega
Vendrá, sí, así vendrá que vi
Vendrá o ella me espera
Vendrá, pues ella estaba allí

Ella amó lo que estaba allí
O tal vez fue de ella lo que ya amé
Como los lazos fijos
De una residencia

Ella: ¿Aló? ¡Y yo no reaccioné!
Con los ojos miraba lo que recordé
Cuando iba caminando
En otra dirección

Ella me miró, ¡ven!
Quién sabe con ella
Vería las tardes
Que siempre me faltaron
Como espejismos, como ilusión

Si no puedo ver
Me quedo imaginando
Vendrá con ella que entrega
Vendrá, sí, así vendrá que vi
Vendrá o ella me espera
Vendrá, pues ella está allí (ella está allí)

Ella caminó y yo me quedé allí
O tal vez fui yo quien de allí se movió
Con unos pasos mudos
De una reticencia

Ella me miró bien
Quién sabe con ella habría encontrado
Lo que siempre me faltaba
Colores, collages, sonidos, emoción

Si no puedo ser
Me quedo imaginando
Yo me quedo imaginando
Ella me espera

Así vendrá que vi
Yo me quedo imaginando
Ella me espera
Así vendrá que vi

Escrita por: Nando Reis / Samuel Rosa