O tempo parou na porta
E eu não entrei
O chão frio me chama
Mas eu hesitei
Carrego nomes mortos
Que eu não sou
Espelhos me encaram
Sem perdão
Não é medo de cair
É ficar aqui
Parado no meio
Sem fugir
Entre o fim
E a escolha
Eu fiquei em pé
Com a culpa nas mãos
E a fé por um fio
Entre o fim
E a escolha
Sem paz pra esperar
Se eu ficar nesse vazio
Eu começo a despencar
O relógio me olha
Sem pressa, sem dó
Cada passo negado
Me afundo só
Não é o erro que dói
É não tentar
O chão me chama
Pedindo pra pisar
Entre o fim
E a escolha
Eu fiquei em pé
Com a culpa nas mãos
E a fé por um fio
Entre o fim
E a escolha
Sem paz pra esperar
Se eu ficar nesse vazio
Eu começo a despencar
Se eu fechar os olhos
Tudo vai ruir
Se eu der um passo
Talvez doa existir
Entre o fim
E a escolha
Eu vou ficar
Mesmo sem saber
Se ainda dá pra salvar
Entre o fim
E a escolha
Eu vou pagar
Prefiro o peso da vida
Ao silêncio de não tentar
Entre o fim
E a escolha
Escrita por: Marcos Maurício dos Santos