Comércio Sobre Trilhos
É no balanço do trem
É nesse embalo que eu vou
Nesse mercado trabalha
O filho, o pai e o avô
E a cada nova estação
Sempre uma nova surpresa
Tem aperitivo, tem refeição e tem sobremesa
Tem cerva gelada e pra molecada tem guaraná
Tem coca-cola, água, batatinha e amendoim japonês
E tem também caça-palavra e palavra cruzada
Que já vem com caneta
Pra facilitar e entreter o freguês
Em certos momentos há um alarido
Um sufoco geral
Um corre corre tentando salvar a sua salvação
É quando chega o segurança o homem do rapa
Aí é que o choro se alastra
Fazendo partir o meu coração
Sente só, tem pilha, tem rádio, martelo
Tem rack pro som
Cocada, pipoca, paçoca
Pra cárie chiclete do bom
Isqueiro, chaveiro, adesivo, cinzeiro e óculos de sol
Adubo e facão, semente de girassol
Grampo, gravata e chuteira
Tigela, bombril, frigideira
Chapéu, peruca e cachimbo
Corrente, pulseira e brinco
E como não podia faltar
Tem a torre que informa
Cuidado com o vão entre o trem e a plataforma
Comercio Sobre Rieles
En el balance del tren
Es en ese vaivén que voy
En este mercado trabajan
El hijo, el padre y el abuelo
Y en cada nueva estación
Siempre una nueva sorpresa
Hay aperitivo, hay comida y hay postre
Hay cerveza fría y para los chicos hay guaraná
Hay coca-cola, agua, papas fritas y maní japonés
Y también hay sopa de letras y crucigramas
Que vienen con bolígrafo
Para facilitar y entretener al cliente
En ciertos momentos hay un alboroto
Un apuro general
Un corre corre tratando de salvar su salvación
Es cuando llega el seguridad, el hombre de la limpieza
Ahí es cuando el llanto se extiende
Haciendo partir mi corazón
Mira, hay pilas, hay radio, martillo
Hay rack para el sonido
Cocada, palomitas, paçoca
Para la caries chicle del bueno
Encendedor, llavero, calcomanía, cenicero y lentes de sol
Abono y machete, semillas de girasol
Grapa, corbata y zapato de fútbol
Tazón, estropajo, sartén
Sombrero, peluca y pipa
Cadena, pulsera y arete
Y como no podía faltar
Está la torre que informa
Cuidado con el espacio entre el tren y la plataforma
Escrita por: Alexandre Paião / Serginho Jabaquara