Vitrine Dos Sacrifícios
Aquele vermelho inverso transbordando nas retinas
É o mesmo que se redime na adrenalina
E é o que classifica maldição e vocação
Estandartes enferrujados da antiga obsessão
As línguas afiadas fascinadas em penitência
Nunca vão rever nenhuma insuficiência
Que não seja diretrizes ou catarse em conjunção
Trilhas enraizadas na contra-direção
Resta então o desenlace corrosivo da certeza
Plenamente justificado no abismo da pureza
Aquilo que alguns são ninguém mais pode ser
E é assim: Fez por merecer ou fez por perecer
O controle tão sucinto travestido de retidão
Crença relutante no domínio da salvação
A moral tão arbitrária de acordo com a correnteza
Pode servir de artilharia ou de fortaleza
Presos aos princípios que regem a perpetuação
É cada um por si e todos pela absolvição
Decorada em liturgia como culpa e como vício
E em liquidação na vitrine dos sacrifícios
Vitrina de los Sacrificios
Ese rojo inverso desbordando en las retinas
Es lo mismo que se redime en la adrenalina
Y es lo que clasifica maldición y vocación
Estandartes oxidados de la antigua obsesión
Las lenguas afiladas fascinadas en penitencia
Nunca van a revisar ninguna insuficiencia
Que no sea directrices o catarsis en conjunción
Senderos enraizados en la contra-dirección
Resta entonces el desenlace corrosivo de la certeza
Plenamente justificado en el abismo de la pureza
Aquello que algunos son nadie más puede ser
Y es así: Hizo por merecer o hizo por perecer
El control tan sucinto disfrazado de rectitud
Creencia renuente en el dominio de la salvación
La moral tan arbitraria de acuerdo con la corriente
Puede servir de artillería o de fortaleza
Atados a los principios que rigen la perpetuación
Es cada uno por sí y todos por la absolución
Decorada en liturgia como culpa y como vicio
Y en liquidación en la vitrina de los sacrificios
Escrita por: Sergio Anil / Vinicius Noronha