Num Bilhete de Ida e Volta
Abro
mil asas
vôo
lá vou eu
Deixo p´ra trás um rasto de irmaõs
sua luz clareia as minhas mãos
escrevo uma frase à luz que não há
até sempre, ou seja, até já
Vai
corcel fogoso a galopar
par a par
com a paz tardia deste mar
À solta
à solta
num bilhete de ida e volta
Abro
mil braços
vôo
lá vou eu
Estás o mesmo, ou fui eu que mudei
mudamos todos, eu só sei
que enquanto isto não é o que for
rirá por fim quem rir melhor
Vem
rasgar os breus do alto mar
que a lutar
algum repouso se há-de achar
À solta
à solta
num bilhete de ida e volta
En un Boleto de Ida y Vuelta
Abro
mil alas
vuelo
allá voy
Dejo atrás un rastro de hermanos
su luz ilumina mis manos
escribo una frase a la luz que no existe
hasta siempre, es decir, hasta luego
Va
corcel fogoso galopando
al lado
con la paz tardía de este mar
Libre
libre
en un boleto de ida y vuelta
Abro
mil brazos
vuelo
allá voy
¿Estás igual, o fui yo quien cambió?
todos cambiamos, solo sé
que mientras esto no sea lo que sea
reirá al final quien ría mejor
Ven
rasga las brumas del alto mar
que luchando
algo de descanso se encontrará
Libre
libre
en un boleto de ida y vuelta
Escrita por: João Bosco / Sérgio Godinho