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Adiós Mariana

Sérgio Reis

Adeus Mariana

Nasci lá na cidade, me casei na serra
Com a minha Mariana, moça lá de fora
Um dia estranhei o carinho dela
Disse: Adeus, Mariana, que eu já vou embora

É gaúcha de verdade, de quatro costados
Só usa chapéu grande, de bombacha e espora
E eu que estava vendo o caso complicado
Disse: Adeus, Mariana, que eu já vou embora

Nem bem rompeu o dia me tirou da cama
Encilhou o meu tordilho e saiu campo afora
Eu fiquei danado e saí dizendo
Adeus, Mariana, que eu já vou embora

Ela não disse nada, mas ficou cismando
Se era dessa vez que eu daria o fora
Segurou açoiteira e veio contra mim
Eu disse: Larga, Mariana, que eu não vou embora

E ela, de zangada, foi quebrando tudo
Pegou a minha roupa jogou porta afora
Agarrei, fiz uma trouxa e saí dizendo
Adeus, Mariana, que eu já vou embora

Adiós Mariana

Nací allá en la ciudad, me casé en la sierra
Con mi Mariana, chica de afuera
Un día me extrañó su cariño
Dije: Adiós, Mariana, que ya me voy

Es gaucha de verdad, de pies a cabeza
Solo usa sombrero grande, bombacha y espuelas
Y yo que estaba viendo el asunto complicado
Dije: Adiós, Mariana, que ya me voy

Apenas rompió el día me sacó de la cama
Enciló mi caballo y salió al campo
Yo quedé enojado y salí diciendo
Adiós, Mariana, que ya me voy

Ella no dijo nada, pero se quedó pensando
Si era esta vez que yo me iría
Agarró el látigo y vino contra mí
Yo dije: Suelta, Mariana, que no me voy

Y ella, enojada, fue rompiendo todo
Tomó mi ropa y la tiró a la puerta
Agarré, hice un bulto y salí diciendo
Adiós, Mariana, que ya me voy

Escrita por: Pedro Raymundo