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Caballo Negrino

Sérgio Reis

Cavalo Preto

Tenho um cavalo preto
Por nome de Ventania
Um laço de doze braças
No couro de uma novilha

Tenho um cachorro bragado
Que é pra minha companhia
Sou um caboclo folgado
Ai, eu não tenho família

No lombo do meu cavalo
Eu viajo o dia inteiro
Vou dum estado pro outro
Eu não tenho paradeiro

Quem quiser ser meu patrão
Me ofereça mais dinheiro
Eu sou muito conhecido
Por esse Brasil inteiro

Tenho uma capa gaúcha
Que eu troquei com um boi carreiro
Tenho dois pelegos grande
Que é pura lã de carneiro

Um me serve de colchão
E outro de travesseiro
Com minha capa gaúcha
Eu me cubro o corpo inteiro

Adeus, que eu já vou partindo
Vou pousar noutra cidade
Depois de amanhã bem cedo
Quero estar em Piedade

Deus me deu esse destino
E muita felicidade
Quando eu passo com o meu pingo
Deixo um rastro de saudade

Caballo Negrino

tengo un caballo negro
Por nombre de Ventania
Un bucle de doce brazas
En la piel de una novilla

tengo un perro enojado
¿Qué es para mi empresa?
soy un caboclo suelto
Oh, no tengo una familia

En el lomo de mi caballo
viajo todo el dia
voy de un estado a otro
no tengo paradero

quien quiere ser mi jefe
Ofréceme más dinero
soy muy conocido
En todo Brasil

tengo una capa gaucha
Que cambié por un buey de carreiro
tengo dos pieles grandes
Que es pura lana de oveja

Uno me sirve de colchón
y otra almohada
Con mi capa gaucha
cubro todo mi cuerpo

Adiós, me voy ahora
Voy a aterrizar en otra ciudad
Temprano pasado mañana
quiero estar en piedade

Dios me dio este destino
y mucha felicidad
Cuando paso con mi gota
dejo un rastro de anhelo

Escrita por: Anacleto Rosas Jr