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La boiada

Sérgio Reis

A Boiada

La vai a boiada a tingindo a estrada
Fazendo poeira no chapadão
Boiadeiro alegre cantando
Seu gado tocando lá no sertão
Na garupa um laço certeiro
Fiel companheiro de profissão
E vai, a boiada vai, vai ei boi

Chicote estalando a noite chegando
Viola afinada canção e luar
Boiadeiro seu lema é trabalho galopando o baio
Sertão é seu lar
Andança é festa alegria e tristeza sem luxo e riqueza
Mas tão popular
E vai, a boiada vai, vai ei boi

Estrada sem fim, distância é saudade
O homem é valente sem vaidade
O tempo passou, boiadeiro cansou
Seu gado deixou, adeus mocidade
Seu coração duro amor que é puro
Envelheceu e não conheceu
E vai, a boiada vai, vai sem eu
Vai e boi, vai sem eu

La boiada

Allá va la boiada tiñendo el camino
Levantando polvo en el chapadão
Boiadeiro alegre cantando
Guiando su ganado en el sertón
En la grupa un lazo certero
Fiel compañero de profesión
Y va, la boiada va, va, ei boi

Látigo estallando, la noche llegando
Viola afinada, canción y luna
Boiadeiro su lema es trabajo, galopando el bayo
El sertón es su hogar
Andanza es fiesta, alegría y tristeza sin lujo ni riqueza
Pero tan popular
Y va, la boiada va, va, ei boi

Camino sin fin, la distancia es nostalgia
El hombre es valiente sin vanidad
El tiempo pasó, el boiadeiro se cansó
Dejó su ganado, adiós juventud
Su corazón duro, amor que es puro
Envejeció y no conoció
Y va, la boiada va, va sin mí
Va y boi, va sin mí

Escrita por: Paulo Sérgio / Alcino de Freitas