Anuário
Entra janeiro
No meu calendário
Com as mesmas máscaras
De fevereiro
Sinto que março vai passar ligeiro
Que a morte espera
Em cada aniversário
Maio eu não sei
Mas é em geral contrário
Junho é o mês mais triste
Do ano inteiro
Que ainda leva julho ao desespero
E faz agosto todo funerário
Setembro sempre
Me encontrou solteiro
Depois outubro amor involuntário
E o tédio triste
De um novembro ordeiro
Mas vem dezembro
E eu fecho o meu diário
E quando eu penso
Que acabou o roteiro
Entra janeiro no meu calendário
Com as mesmas máscaras
De fevereiro
Anuario
Entra enero
En mi calendario
Con las mismas máscaras
De febrero
Siento que marzo pasará rápido
Que la muerte espera
En cada cumpleaños
Mayo no sé
Pero en general es lo opuesto
Junio es el mes más triste
del año entero
Que aún lleva a julio a la desesperación
Y hace que agosto sea todo funerario
Septiembre siempre
Me encontró soltero
Después octubre amor involuntario
Y el aburrimiento triste
de un noviembre ordenado
Pero llega diciembre
Y cierro mi diario
Y cuando pienso
Que se acabó el guion
Entra enero en mi calendario
Con las mismas máscaras
De febrero
Escrita por: Paulo César Pinheiro / Sérgio Santos