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Tanta Saudade (part. Ana Carolina)

Seu Jorge

Tanta Saudade (part. Ana Carolina)

Era tanta saudade
É, pra matar
Eu fiquei até doente
Eu fiquei até doente, menina
Se eu não mato a saudade
É, deixa estar
Saudade mata a gente
Saudade mata a gente, menina

Quis saber o que é o desejo
De onde ele vem
Fui até o centro da terra
E é mais além
Procurei uma saída
O amor não tem
Estava ficando louco
Louco, louco de querer bem

Mas restou a saudade
É, pra ficar
Ai, eu encarei de frente
Ai, eu encarei de frente, menina
Se eu ficar na saudade
E deixar
Saudade engole a gente
Saudade engole a gente, menina
Quis saber o que é o desejo
De onde ele vem
Fui até o centro da terra
E é mais além
Procurei uma saída
O amor não tem
Estava ficando louco
Louco, louco de querer bem
Quis chegar até o limite
De uma paixão
Baldear o oceano
Com a minha mão
Encontrar o sal da vida
E a solidão
Esgotar o apetite
Todo o apetite do coração

Ai, amor, miragem minha, minha linha do horizonte, é monte atrás de monte, é
Monte, a fonte nunca mais que seca
Ai, saudade, inda sou moço, aquele poço não tem fundo, é um mundo e dentro
Um mundo e dentro é um mundo que me leva

Tanta Saudade (part. Ana Carolina)

Era tanta nostalgia
Sí, para matar
Me puse enfermo
Me puse enfermo, nena
Si no mato la nostalgia
Sí, déjalo estar
La nostalgia mata a la gente
La nostalgia mata a la gente, nena

Quise saber qué es el deseo
De dónde viene
Fui hasta el centro de la tierra
Y está más allá
Busqué una salida
El amor no tiene
Estaba volviéndome loco
Loco, loco de querer bien

Pero quedó la nostalgia
Sí, para quedarse
Ay, lo enfrenté de frente
Ay, lo enfrenté de frente, nena
Si me quedo en la nostalgia
Y dejo
La nostalgia nos devora
La nostalgia nos devora, nena
Quise saber qué es el deseo
De dónde viene
Fui hasta el centro de la tierra
Y está más allá
Busqué una salida
El amor no tiene
Estaba volviéndome loco
Loco, loco de querer bien
Quise llegar al límite
De una pasión
Vaciar el océano
Con mis manos
Encontrar la sal de la vida
Y la soledad
Agotar el apetito
Todo el apetito del corazón

Ay, amor, mi espejismo, mi línea del horizonte, es montaña tras montaña, es
Montaña, la fuente que nunca se seca
Ay, nostalgia, aún soy joven, ese pozo no tiene fondo, es un mundo y dentro
Un mundo y dentro es un mundo que me lleva

Escrita por: Chico Buarque / Djavan