Martelo Agalopado
Entre o véu da fumaça que respiro
Bebo minha cachaça, eu que me fira
No açoite, saudade que se estira
Pela noite de festa me atiro
Disse que me detesta, foi um tiro
Era a prova de chumbo a minha capa
Disse que não me ama, foi um tapa
Pra marcar no meu rosto a minha dor
Mato o tempo matando o meu amor
Pelos bares onde a razão me escapa
Esse desejo que hoje me machuca
Já usei pra deixá-la muito louca
Pus a língua dentro de sua boca
Lambuzei de saliva a sua nuca
Antes de me deixar lelé da cuca
Do meu corpo ela copiou o mapa
Depois que nossa história virou papa
Não largo o meu mingau viajador
Mato o tempo matando o meu amor
Pelos bares onde a razão me escapa
Desde o dia em que eu a perdi de vista
Que ela disse se vista e vá 'simbora'
Que eu vago pela madrugada afora
Com meus passos de errante equilibrista
Ela tirou o meu nome da lista
Minha vida desceu pela caçapa
Me camuflo nos cortiços da lapa
Pra esconder da manhã a minha cor
Mato o tempo matando o meu amor
Pelos bares onde a razão me escapa
Martillo Galopante
Entre el velo de humo que respiro
Bebo mi cachaça, yo que me lastime
En el azote, la nostalgia que se estira
Por la noche de fiesta me lanzo
Dijo que me detesta, fue un disparo
Era a prueba de plomo mi capa
Dijo que no me ama, fue una bofetada
Para marcar en mi rostro mi dolor
Mato el tiempo matando mi amor
Por los bares donde la razón se me escapa
Este deseo que hoy me lastima
Ya usé para volverla loca
Puse la lengua dentro de su boca
Embarré de saliva su nuca
Antes de volverme loco de remate
De mi cuerpo ella copió el mapa
Después que nuestra historia se volvió papilla
No suelto mi mingau viajero
Mato el tiempo matando mi amor
Por los bares donde la razón se me escapa
Desde el día en que la perdí de vista
Que ella dijo vístete y vete 'pa fuera'
Que vago por la madrugada afuera
Con mis pasos de errante equilibrista
Ella sacó mi nombre de la lista
Mi vida se fue por el agujero
Me camuflo en los cortiços de la lapa
Para esconder de la mañana mi color
Mato el tiempo matando mi amor
Por los bares donde la razón se me escapa
Escrita por: Jonathas Pereira Falcão