Crianças
Olhem quantas crianças estão
Armadas, perdidas.
À noite posso enxergá-las bem longe...
Seus olhos não guardam a pureza que houve
Por tantos dias
Nos campos secos, escuros,
Sem uma folha erguida...
E, quando amanhece, jogadas ao chão,
Despertam famintas
O peito poderia guardar a dor
Mudar a cor dessa história...
Mas essa dor costuma vir lenta
E dói demais
E esse sangue que escorre dessa carne louca
Molha tua boca de paz.
Niños
Miren cuántos niños están
Armados, perdidos.
Por la noche puedo verlos muy lejos...
Sus ojos no guardan la pureza que hubo
Por tantos días
En campos secos, oscuros,
Sin una hoja erguida...
Y, cuando amanece, tirados en el suelo,
Despiertan hambrientos
El pecho podría guardar el dolor
Cambiar el color de esta historia...
Pero este dolor suele llegar lento
Y duele demasiado
Y esta sangre que corre de esta carne loca
Empapa tu boca de paz.
Escrita por: Gleidson / Japa / Renato / Robson / Saulo