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Meu Boqueirão

Sidney Almeida

Minha querência, Santiago
Dos verdes campos do gado
Das tradições do Estado
Vida, sentido e razão
Santiago do Boqueirão
Da soja, milho e do trigo
Andarás sempre comigo
Santiago do coração

Santiago, minha Santiago
Santiago do Boqueirão
Santiago, terra de poetas
Santiago da tradição
Santiago dos meus encantos
Santiago do coração

Frente à banca do Baiano
Lendo o Expresso Ilustrado
Encontrei o Valdir Pinto
Que me disse emocionado
Esta terra é coisa buena
Desde os tempos do Chicão
E não tem lugar melhor
Que Santiago do Boqueirão

Bailei no Clube dos Trinta
Até o romper da aurora
Juntei as tralhas e a gaita
E me mandei mundo afora
Hoje o mate que traz saudades
Que sorvo escutando um pito
Sou uma criança feliz
Ouvindo a canção do Nenito

Santiago, minha Santiago
Santiago do Boqueirão
Santiago, terra de poetas
Santiago da tradição
Santiago dos meus encantos
Santiago do coração

Lá no Coxilha de Ronda
Ou então pelos Tropeiros
No Pica-Pau e Sagrilo
Dancei louco de faceiro
Lembro bem do Eurides Nunes
Ouço Gilberto Monteiro
Me dá certeza que volto
Pra o Santiago hospitaleiro

Na Iguaçu, na Central
Na Verdes Pampas Campeira
Na URI, na Nova Pauta
Vão escutar minha vaneira
O Olho Vivo da Santiago
Com certeza eu sei que vão
Contar que um dia eu voltei
Pra o Santiago do Boqueirão

Escrita por: Sidney Almeida