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Ingrata Minera

Silveira e Silveirinha

Mineira Ingrata

Foi você que me jurou
Que seria até morrer
Uma grande diferença
Venho notando em você

Isso é de uns tempos pra cá
Tu parece me esquecer
Se você se arrependeu
Então venha me dizer

Pois você sabe
Que esse pobre caboclo
Que pouco a pouco
Vai morrendo por você

O meu destino
É viver perambulando
Nas horas longas
Que eu passo sem te ver

A minha vida
É pensar em teus carinhos
Eu já não tenho
Mais prazer em meu viver

O meu fracasso
É viver em outros braços
Eu tenho medo
De eu ainda enlouquecer

Eu me recordo
Daqueles tempos passados
Quando ao seu lado
Estava cheio de prazer

Acreditando
Nas suas juras fingidas
Eu não esperava
Que mais tarde ia sofrer

Mineira ingrata
Eu te quero muito bem
Eu sempre tenho
Estas palavras a lhe dizer

Eu esquecer
O teu amor eu não consigo
Por isso eu digo
Sofrerei até morrer

Ingrata Minera

Fui yo quien te juró
Que estaría contigo hasta morir
Una gran diferencia
He estado notando en ti

Esto es desde hace un tiempo
Pareces olvidarte de mí
Si te arrepentiste
Entonces ven y dímelo

Porque sabes
Que este pobre campesino
Poco a poco
Se está muriendo por ti

Mi destino
Es vagar sin rumbo
En las largas horas
Que paso sin verte

Mi vida
Es pensar en tus caricias
Ya no encuentro
Alegría en mi existir

Mi fracaso
Es estar en otros brazos
Tengo miedo
De enloquecer aún más

Recuerdo
Aquellas épocas pasadas
Cuando a tu lado
Estaba lleno de placer

Creía
En tus juramentos falsos
No esperaba
Que luego sufriría

Ingrata minera
Te quiero mucho
Siempre tengo
Estas palabras para decirte

Olvidar
Tu amor no puedo
Por eso digo
Sufriré hasta morir

Escrita por: Virmondos / Silveirinha