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Pernambucana

Silvério Pessoa

Pernambucana

Essa tua doçura engana
Não é doçura, mel, caldo de cana
É mel de menina
Que tanto quanto adoça
Indisciplina

Esse teu riso doce engana
É meia-lua, foice, olhar de criança
É uma ameaça
Que tanto quanto alegra
Passo de dança

Esse teu jeito calmo engana
Praça que o povo passa
Pernambucana
Ela é bailarina
Que tanto quanto afoita
Me disciplina

Pernambucana

Esta dulzura tuya engaña
No es dulzura, miel, jugo de caña
Es miel de niña
Que tanto como endulza
Indisciplina

Esta risa tuya dulce engaña
Es media luna, hoz, mirada de niña
Es una amenaza
Que tanto como alegra
Paso de baile

Este modo tuyo calmado engaña
Plaza por donde pasa la gente
Pernambucana
Ella es bailarina
Que tanto como atrevida
Me disciplina

Escrita por: Marco Polo / Silvério Pessoa