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Desperdicio de Amor

Silvestre Kuhlmann

Desperdício de Amor

Ele foi quem se doou, Ele nada calculou,
Ele foi quem perdoou ao me conhecer.
Ele não se escondeu ao ver o meu estado;
Mostrou o rosto,
Foi surrado,
Se abriu pro abraço,
Foi pregado

Deu-me Água Viva pra beber,
Morreu com sede;
Reto Juiz, sem merecer,
Foi réu de morte.

Falou poesia,
Ouviu escárnio,
Atou a ferida,
Levou lança ao lado,
Reuniu multidões,
O abandonaram,
Entre dois ladrões
O colocaram.

Ele foi quem se doou,
Ele nada calculou,
Desperdício de amor
Esquecer o que Ele fez.

Sua história vou lembrar,
A todos contarei
Que é em Seu contato que sou curado,
Que me conheço, que sou ouvido e aconselhado.

É do Seu lado que sou mudado,
Vejo sentido
Ao ser incluído em Seu grande quadro.

Desperdicio de Amor

Él fue quien se entregó, Él no calculó nada,
Él fue quien perdonó al conocerme.
Él no se escondió al ver mi estado;
Mostró su rostro,
Fue golpeado,
Se abrió para el abrazo,
Fue clavado.

Me dio Agua Viva para beber,
Murió con sed;
Juez recto, sin merecer,
Fue reo de muerte.

Habló poesía,
Escuchó burlas,
Ató la herida,
Llevó lanzada en el costado,
Reunió multitudes,
Lo abandonaron,
Entre dos ladrones
Lo colocaron.

Él fue quien se entregó,
Él no calculó nada,
Desperdicio de amor
Olvidar lo que Él hizo.

Su historia recordaré,
A todos contaré
Que es en Su contacto que soy sanado,
Que me conozco, que soy escuchado y aconsejado.

Es a su lado que soy cambiado,
Veo sentido
Al ser incluido en Su gran cuadro.

Escrita por: Silvestre Kuhlmann