Obra Prima, Eu?
Quando olhar para si mesmo
E não vir nada mais
Do que um pássaro a esmo;
Contra mil vendavais
Debatendo-se em penas;
Tanta pena de si,
Perguntando-se apenas:
- Porque foi que eu nasci?
Quando a própria certeza
Não passar de um talvez;
Cada enzima, cada osso,
Só um fosso
De porquês...
E a mais pura beleza
For igual aos balões;
Cada pelo, cada nervo
Um acervo
De ilusões;
Saiba, nem um cabelo
Cairá se não for
Sob o vivo desvelo
De um Deus Criador.
Seu mais lindo poema
Se reflete em você.
- Filho, venha, não tema;
Eu Sou o seu porquê.
Você é um manifesto
Da verdade vital.
Cada nervo, cada pelo
Um modelo
Original.
Você mesmo é um gesto
Desmassificador;
Cada osso, cada enzima
Obra-prima
Do Senhor.
¿Obra Maestra, Yo?
Cuando te mires a ti mismo
Y no veas nada más
Que un pájaro al azar;
Contra mil vendavales
Luchando entre plumas;
Tanta pena de ti mismo,
Preguntándote solo:
- ¿Por qué nací?
Cuando la certeza misma
No sea más que un quizás;
Cada enzima, cada hueso,
Solo un abismo
De porqués...
Y la belleza más pura
Sea igual a los globos;
Cada cabello, cada nervio
Un tesoro
De ilusiones;
Sepa que ni un cabello
Caerá si no es
Bajo el vivo cuidado
De un Dios Creador.
Tu poema más hermoso
Se refleja en ti.
- Hijo, ven, no temas;
Yo Soy tu razón de ser.
Eres un manifiesto
De la verdad vital.
Cada nervio, cada cabello
Un modelo
Original.
Tú mismo eres un gesto
Desmitificador;
Cada hueso, cada enzima
¡Obra maestra
Del Señor!
Escrita por: Silvestre Moyses Loyolla Kuhlmann