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Engranaje

Silvestre Kuhlmann

Engrenagem

Faço parte da grande massa que por onde passa
Não disfarça nem esconde que a vida não tem valor
Não importa aonde...
Não importa onde

Faço parte da imensa ciranda que a todo anda
Não se incomoda nem sofre com quem não teve escolha
Peça fora da engrenagem,
Nasceu sem berço e pobre,
Sem oportunidade

Sou uma peça dessa engrenagem que trabalha para si,
Se enfraquece e esquece que ser gente é mais que produzir
Ser gente é mais que produzir,é envolver-se e não se omitir
Ser gente é mais que produzir

Me perdi na multidão que vagueia sem razão
Que senta, chora e come; sem destino, sem rumo, sem nome
Que senta, chora e come, vagueia sem razão
Sem destino, sem rumo, sem nome.

Engranaje

Soy parte de la gran masa que pasa por
No oculta ni oculta que la vida no tiene valor
No importa dónde
No importa dónde

Soy parte del inmenso circo que todos caminan
No se molesta ni sufre con nadie que no tuvo elección
Una pieza fuera del equipo
Nacido sin cuna y pobres
No hay oportunidad

Soy un pedazo de ese equipo que funciona para ti
Se debilita y olvida que ser personas es más que producir
Ser personas es más que producir, se trata de involucrarse y no omitirse
Ser personas es más que producir

Me perdí en la multitud que vagaba sin razón
Que se sienta, llora y come; sin destino, sin dirección, sin nombre
¿Quién se sienta, llora y come, vagando sin ninguna razón?
Sin destino, sin dirección, sin nombre

Escrita por: José Barreto / Silvestre Kuhlmann