Ação de Graças
Senhor, em tudo vejo a tua graça
Derramada sem conta e sem limite
Nem esperas que eu erga o olhar e grite
Pois logo o teu divino amor me abraça!
Tua bondade sempre me ultrapassa
Teus dons sempre superam meu palpite
E mesmo que eu me furte, e o amor evite
A tua luz me invade e me devassa!
Dou-te graças, meu pai, e reconheço
Que todos estes dons eu não mereço
E hei de acabar a vida devedor
Mas de tua graça nunca fazes conta
Nem tua mão meus débitos aponta
Pois é cego às faturas teu amor!
Acción de Gracias
Señor, en todo veo tu gracia
Derramada sin límite ni medida
No esperas que levante la mirada y grite
¡Pues pronto tu divino amor me abraza!
Tu bondad siempre me sobrepasa
Tus dones siempre superan mi conjetura
Y aunque intente evitarlo y rechace el amor
Tu luz me invade y me escudriña
Te doy gracias, mi padre, y reconozco
Que todos estos dones no los merezco
Y terminaré la vida como deudor
Pero de tu gracia nunca haces cuentas
Ni tu mano señala mis deudas
¡Pues tu amor es ciego a las facturas!
Escrita por: Antonio Carlos Santini / Silvestre Kuhlmann