Os medos invadiram nossas praças
Fermentam nas alcovas tantos medos
São pesadelos, são uns sonhos tredos
Crispando as mãos que temem por desgraças
O medo inoculou todas as raças
Turbas vivendo exílios e degredos
Roendo as unhas, estalando os dedos
E as bocas sufocadas em mordaças
Você, erga seus olhos da paisagem
Dos altos céus teremos a coragem
Além dos astros nos seus apogeus
E por mais forte sopre a tempestade
Teremos todos a serenidade
Que vem a nós do coração de Deus