Setembro, ouvi, primeira vez, cigarras
Um tanto barulhentas, mas amigas
Sem a voracidade das formigas
Que destroem as rosas e as parras
Dizem que gastam o seu tempo em farras
Mas acredito que isto são intrigas
De La Fontaine em fábulas antigas
Que matam a alegria em suas garras
As formigas não veem mal algum
Em trabalhar ao ritmo 6x1
E morrer do cansaço mais profundo
Mas a cigarra pensa diferente
E canta a vida pra alegrar a gente
E consolar das penas deste mundo