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Prelúdio do Riso

Silvestre Kuhlmann

E quando a alma se faz mais aflita
Acreditando que vai perecer
E quando toda a angústia da vida
Se acumula ao quase vencer

É quando busco socorro no eterno
Enterro a mágoa, abandono a aflição
A alegria e o amor me renascem
Vem singeleza ao meu coração

E quando vejo no outro a graça
Que me alcançou, mesmo sendo o que sou
E ofereço a mim mesmo, sem pressa
Reconhecendo-te em mim, grande eu sou

Nasce o conforto que era preciso
A tenra paz em que anseio viver
Que faz meu choro o prelúdio do riso
Linda canção que embala o meu ser