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Regreso

Silvestre Kuhlmann

Regresso

Senhor, eu sou mendigo à tua porta
Quando se esgueira a noite e a luz acaba
Venho clamar por ti, bater a aldraba
Na penumbra da noite quase morta

Eu trago a mão vazia a vida torta
Ave ferida em tempestade braba
Mas sou teu filho e grito forte: Abba!
A paz me abraça e nada mais me importa

Não preciso de bons antecedentes
Não vês minhas feridas repelentes
Nem o sangue a correr de meus emplastros

É que um pai tem carinhos para o filho
Sabe cobrir de beijos o andarilho
Não deixa um filho seu andar de rastros!

Regreso

Señor, soy mendigo a tu puerta
Cuando se desliza la noche y la luz se apaga
Vengo a clamar por ti, golpear la aldaba
En la penumbra de la noche casi muerta

Traigo la mano vacía, la vida torcida
Ave herida en tormenta brava
Pero soy tu hijo y grito fuerte: ¡Abba!
La paz me abraza y nada más me importa

No necesito buenos antecedentes
No ves mis heridas repelentes
Ni la sangre correr de mis apósitos

Es que un padre tiene cariños para el hijo
Sabe cubrir de besos al caminante
¡No deja a su hijo andar de rastros!

Escrita por: Antonio Carlos Santini / Silvestre Kuhlmann