Tudo Passa
Quando aparecem, só os vejo, problemas
Ando e em volta não percebo nada
Fico desperto em alta madrugada
Todo o meu ser ocupado em dilemas
Não há espaço pra belos poemas
Não há riso para a melhor piada
Não há tempo para a pessoa amada
Me parece que estou preso em algemas
Mas me lembro, na vida tudo passa
A dor que se foi não é tão doída
Sua lembrança pode até ter graça
No fim do fogo, fica só fumaça
E a casca é o que resta da ferida
E ressentir-se é a única desgraça
Todo pasa
Cuando aparecen, solo los veo, problemas
Ando y alrededor no percibo nada
Permanezco despierto en plena madrugada
Todo mi ser ocupado en dilemas
No hay espacio para bellos poemas
No hay risa para el mejor chiste
No hay tiempo para la persona amada
Me parece que estoy atrapado en cadenas
Pero recuerdo, en la vida todo pasa
El dolor que se fue no es tan doloroso
Su recuerdo incluso puede tener gracia
Al final del fuego, solo queda humo
Y la cáscara es lo que queda de la herida
Y resentirse es la única desgracia
Escrita por: Marcus Américo / Silvestre Kuhlmann