Promessa
Senhor do Bonfim
Seu filho plantou
Mas o Sol insistente no céu
Toda terra secou
Pedi pra chover
Pro verde voltar
E até hoje ainda estou esperando
Essa chuva chegar
Rezei reza à beça
Fiz uma promessa, segui procissão
Comprei uma vela, acendi na capela
Rezei uma oração
Olha, o meu gado está morrendo
Minha gente chorando
Meu campo torrando
O Senhor me esqueceu
Andou chuviscando
Andou peneirando
Chover, não choveu
Mas, quem sou pra reclamar
Podes me castigar
Pois blasfemei, Senhor
Ai, sei que breve há de chover
Que o rio há de correr
E a chuva em cachoeira
Há de descer molhando a terra
Tão dura do sertão
Livre do Sol, então
Expulso deste céu de anil
Vai chover
No coração do Brasil
Olha, o meu gado está morrendo
Minha gente chorando
Meu campo torrando
O Senhor me esqueceu
Andou chuviscando
Andou peneirando
Chover, não choveu
Promesa
Señor del Bonfim
Tu hijo sembró
Pero el Sol insistente en el cielo
Toda la tierra se secó
Pedí que lloviera
Para que el verde volviera
Y hasta hoy sigo esperando
Que esa lluvia llegue
Recé mucho
Hice una promesa, seguí la procesión
Compré una vela, la encendí en la capilla
Recé una oración
Mira, mi ganado se está muriendo
Mi gente llorando
Mi campo quemándose
Señor, me has olvidado
Estuvo lloviznando
Estuvo filtrando
Llover, no ha llovido
Pero, ¿quién soy yo para quejarme?
Puedes castigarme
Porque blasfemé, Señor
Ay, sé que pronto va a llover
Que el río va a correr
Y la lluvia en cascada
Va a caer mojando la tierra
Tan dura del sertón
Libre del Sol, entonces
Expulsado de este cielo añil
Va a llover
En el corazón de Brasil
Mira, mi ganado se está muriendo
Mi gente llorando
Mi campo quemándose
Señor, me has olvidado
Estuvo lloviznando
Estuvo filtrando
Llover, no ha llovido
Escrita por: Custódio Mesquita, Evaldo Rui