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Promesa

Silvio Caldas

Promessa

Senhor do Bonfim
Seu filho plantou
Mas o Sol insistente no céu
Toda terra secou

Pedi pra chover
Pro verde voltar
E até hoje ainda estou esperando
Essa chuva chegar

Rezei reza à beça
Fiz uma promessa, segui procissão
Comprei uma vela, acendi na capela
Rezei uma oração

Olha, o meu gado está morrendo
Minha gente chorando
Meu campo torrando
O Senhor me esqueceu

Andou chuviscando
Andou peneirando
Chover, não choveu

Mas, quem sou pra reclamar
Podes me castigar
Pois blasfemei, Senhor

Ai, sei que breve há de chover
Que o rio há de correr
E a chuva em cachoeira
Há de descer molhando a terra

Tão dura do sertão
Livre do Sol, então
Expulso deste céu de anil
Vai chover
No coração do Brasil

Olha, o meu gado está morrendo
Minha gente chorando
Meu campo torrando
O Senhor me esqueceu

Andou chuviscando
Andou peneirando
Chover, não choveu

Promesa

Señor del Bonfim
Tu hijo sembró
Pero el Sol insistente en el cielo
Toda la tierra se secó

Pedí que lloviera
Para que el verde volviera
Y hasta hoy sigo esperando
Que esa lluvia llegue

Recé mucho
Hice una promesa, seguí la procesión
Compré una vela, la encendí en la capilla
Recé una oración

Mira, mi ganado se está muriendo
Mi gente llorando
Mi campo quemándose
Señor, me has olvidado

Estuvo lloviznando
Estuvo filtrando
Llover, no ha llovido

Pero, ¿quién soy yo para quejarme?
Puedes castigarme
Porque blasfemé, Señor

Ay, sé que pronto va a llover
Que el río va a correr
Y la lluvia en cascada
Va a caer mojando la tierra

Tan dura del sertón
Libre del Sol, entonces
Expulsado de este cielo añil
Va a llover
En el corazón de Brasil

Mira, mi ganado se está muriendo
Mi gente llorando
Mi campo quemándose
Señor, me has olvidado

Estuvo lloviznando
Estuvo filtrando
Llover, no ha llovido

Escrita por: Custódio Mesquita, Evaldo Rui