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São Paulo Antiguo

Silvio Caldas

São Paulo Antigo

Eu hoje de cabeça inteira branca
Contemplando com saudade
Meu São Paulo da garoa
Saudade de quando eu era menino
De você tão pequenino
Da nossa vida tão boa
São Paulo, eu recordo aquelas noites
De garoa muito intensa
E intensa boemia
Do tempo em que o amor era negado
Aos rapazes que trocavam a noite pelo dia

Saudades das noites enluaradas
Das lindas rimas cantadas
Dos soturnos violões
Donzelas, que por traz dos seus vestores
Ouviam seus trovadores
Sob a luz dos lampiões
E agora vendo você tão crescido
Me vi depois de ter vivido
Tudo que você viveu
São Paulo, minha terra, meu orgulho
É um pai que olha vaidoso, o seu filho que cresceu

São Paulo Antiguo

Hoy tengo la cabeza completamente blanca
Contemplando con nostalgia
Mi São Paulo de la garúa
Nostalgia de cuando era niño
De ti tan pequeñito
De nuestra vida tan buena
São Paulo, recuerdo aquellas noches
De garúa muy intensa
Y de intensa bohemia
Del tiempo en que el amor era negado
A los chicos que cambiaban la noche por el día

Extraño las noches iluminadas por la luna
Las lindas rimas cantadas
De los sombríos violines
Doncellas, que detrás de sus velos
Escuchaban a sus trovadores
Bajo la luz de los faroles
Y ahora al verte tan crecido
Me vi después de haber vivido
Todo lo que tú viviste
São Paulo, mi tierra, mi orgullo
Es un padre que mira orgulloso, a su hijo que ha crecido

Escrita por: Lauro Miller