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Fado de las Manos

Silvio Caldas

Fado Das Mãos

Mãos criminosas, tristes mãos escorraçadas
Caprichosas desoladas mãos de flor e de amargor
Mãos criminosas, tristes mãos escorraçadas
Caprichosas desoladas mãos de flor e de amargor

Mãos de severa, que jamais um beijo doce vos buscou
Mãos a quem dou toda minha intensa dor
Mãos de severa, que jamais um beijo doce vos buscou
Mãos a quem dou toda minha intensa dor

Mãos friorentas, pobres mãos espavoridas
Agourentas, doloridas já cansadas de sofrer
Mãos friorentas, pobres mãos espavoridas
Agourentas, doloridas já cansadas de sofrer

Mãos de miséria que um fadinho
Na guitarra soluças mãos que gelais
E que a morte há de aquecer
Mãos de miséria que um fadinho
Na guitarra soluças mãos que gelais
E que a morte há de aquecer

Fado de las Manos

Manos criminales, tristes manos rechazadas
Caprichosas manos desoladas de flor y amargura
Manos criminales, tristes manos rechazadas
Caprichosas manos desoladas de flor y amargura

Manos severas, a las que nunca un dulce beso buscó
Manos a las que entrego todo mi intenso dolor
Manos severas, a las que nunca un dulce beso buscó
Manos a las que entrego todo mi intenso dolor

Manos temblorosas, pobres manos aterrorizadas
Funestas, doloridas ya cansadas de sufrir
Manos temblorosas, pobres manos aterrorizadas
Funestas, doloridas ya cansadas de sufrir

Manos de miseria que en una canción
En la guitarra sollozan manos que se enfrían
Y que la muerte ha de calentar
Manos de miseria que en una canción
En la guitarra sollozan manos que se enfrían
Y que la muerte ha de calentar

Escrita por: A. Leite / C. Barbosa / M. Figueiredo