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Boiadeiro Errante

Sócrates (Doutor Sócrates)

Boiadeiro Errante

Eu venho vindo de uma querência distante
Sou um boiadeiro errante que nasceu naquela serra
O meu cavalo corre mais que o pensamento
Ele vem no passo lento porque ninguém me espera

(Tocando a boiada, auê, uê, uê, boi
Eu vou cortando estrada, uê, boi
Tocando a boiada, auê, uê, uê, boi
Eu vou cortando estrada)

Toque o berrante com capricho, Zé Vicente
Mostre para esta gente o clarim das alterosa
Pegue no laço, não se entregue companheiro
Chame o cachorro campeiro que esta rês é perigosa

(Olhe na janela, auê, uê, uê, boi
Que linda donzela, uê, boi
Olhe na janela, auê, uê, uê, boi
Que linda donzela)

Sou boiadeiro minha gente o que quê há
Deixe meu gado pastar, vou cumprir com minha sina
Lá na baixada quero ouvir a seriema
Pra lembrar de uma pequena que eu deixei lá em Minas

(Ela é culpada, auê, uê, uê, boi
De eu viver nas estradas, uê, boi
Ela é culpada, auê, uê, uê, boi
De eu viver nas estradas)

O rio tá calmo e a boiada vai nadando
Veja aquele boi berrando, Chico Bento corre lá
Lace o mestiço, salve ele das piranhas
E o gado na campanha pra viagem continuar

(Com destino a Goiás, auê, uê, uê, boi
Deixei Minas Gerais, uê, boi
Com destino a Goiás, auê, uê, uê, boi
Deixei Minas Gerais, uê, boi)

Boiadeiro Errante

Vengo llegando de una tierra lejana
Soy un vaquero errante que nació en esa sierra
Mi caballo corre más rápido que el pensamiento
Él viene al paso lento porque nadie me espera

(Guiando al ganado, auê, uê, uê, boi
Voy cortando camino, uê, boi
Guiando al ganado, auê, uê, uê, boi
Voy cortando camino)

Toca el cuerno con esmero, Zé Vicente
Muestra a esta gente el clarín de las alturas
Agarra el lazo, no te rindas compañero
Llama al perro de campo que esta res es peligrosa

(Mira por la ventana, auê, uê, uê, boi
Qué bella doncella, uê, boi
Mira por la ventana, auê, uê, uê, boi
Qué bella doncella)

Soy vaquero, mi gente, ¿qué pasa?
Dejen a mi ganado pastar, cumpliré con mi destino
En la bajada quiero escuchar a la seriema
Para recordar a una pequeña que dejé en Minas

(Ella es culpable, auê, uê, uê, boi
De que viva en las carreteras, uê, boi
Ella es culpable, auê, uê, uê, boi
De que viva en las carreteras)

El río está tranquilo y el ganado va nadando
Mira aquel toro bramando, Chico Bento corre allá
Lanza al mestizo, sálvalo de las pirañas
Y el ganado en la campaña para que el viaje continúe

(Con destino a Goiás, auê, uê, uê, boi
Dejé Minas Gerais, uê, boi
Con destino a Goiás, auê, uê, uê, boi
Dejé Minas Gerais, uê, boi)

Escrita por: Teddy Vieira