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Recuerdo

Sócrates (Doutor Sócrates)

Recordação

Amargurado pela dor de uma saudade
Fui ver de novo o recanto onde eu nasci
Onde passei minha bela mocidade
Voltei chorando com a tristeza que eu senti

Vi a campina que eu brincava com maninho
E a palmeira que meu velho pai cortou
Chorei demais com saudades do velhinho
Que Deus do céu há muitos anos já levou

E onde estão meus estimados companheiros?
Se foram tantos janeiros desde que eu deixei meus pais
Adeus lagoa, poço verde da esperança
Meu tempinho de criança que não volta nunca mais

Meu pé de cedro desfolhado já sem vida
Final amargo de uma rósea esperança
O monjolinho quero ouvir tua batida
A embalar a minha alma de criança

Manso regato que brotava lá na serra
Saudosa fonte que alegrava o meu viver
Adeus paisagem, céu azul da minha terra
Rincão querido, hei de amar-te até morrer

E onde estão meus estimados companheiros?
Se foram tantos janeiros desde que eu deixei meus pais
Adeus lagoa, poço verde da esperança
Meu tempinho de criança que não volta nunca mais

Recuerdo

Amargado por el dolor de una añoranza
Fui a ver de nuevo el lugar donde nací
Donde pasé mi hermosa juventud
Regresé llorando con la tristeza que sentí

Vi el campo donde jugaba con mi hermano
Y la palmera que mi viejo padre cortó
Lloré mucho con la añoranza del viejito
Que Dios del cielo se llevó hace muchos años

¿Y dónde están mis estimados compañeros?
Han pasado tantos eneros desde que dejé a mis padres
Adiós laguna, pozo verde de la esperanza
Mi tiempito de niñez que nunca volverá

Mi árbol de cedro deshojado ya sin vida
Final amargo de una rosa esperanza
Quiero escuchar el sonido del molinillo
Que arrulla mi alma de niño

Tranquilo arroyo que brotaba en la sierra
Añorada fuente que alegraba mi existir
Adiós paisaje, cielo azul de mi tierra
Rincón querido, te amaré hasta morir

¿Y dónde están mis estimados compañeros?
Han pasado tantos eneros desde que dejé a mis padres
Adiós laguna, pozo verde de la esperanza
Mi tiempito de niñez que nunca volverá

Escrita por: Goia / Nenete