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1h00 (Ou la Boca se Calla)

Sofia Freire

1h00 (Ou a Boca Se Cala)

Minha voz hoje gastou toda palavra tinha
Já não sei se aquela fala era ou não era minha
E o que não sei dizer me aparece de algum jeito
Quando o silêncio da boca de um poema perfeito

Só eu sei o gosto do amargo em minha boca
Só eu sei o tom quando triste, falo rouca
Somente eu aposto no lugar para onde vou
E conheço o doce de ser bem o que sou

E conheço o doce de ser bem o que sou

Respira fundo
As conversas estão rasas
Respira fundo
As conversas estão rasas

Minha voz hoje gastou toda palavra tinha
Já não sei se aquela fala era ou não era minha
E o que não sei dizer me aparece de algum jeito
Quando o silêncio da boca de um poema perfeito

Só eu sei o gosto do amargo em minha boca
Só eu sei o tom quando triste, falo rouca
Somente eu aposto no lugar para onde vou
E conheço o doce de ser bem o que sou

1h00 (Ou la Boca se Calla)

Mi voz hoy gastó todas las palabras que tenía
Ya no sé si esa voz era o no era mía
Y lo que no puedo decir aparece de alguna manera
Cuando el silencio de la boca de un poema perfecto

Solo yo sé el sabor amargo en mi boca
Solo yo sé el tono cuando triste, hablo ronca
Solo yo apuesto por el lugar a donde voy
Y conozco lo dulce de ser realmente quien soy

Y conozco lo dulce de ser realmente quien soy

Respira profundo
Las conversaciones son superficiales
Respira profundo
Las conversaciones son superficiales

Mi voz hoy gastó todas las palabras que tenía
Ya no sé si esa voz era o no era mía
Y lo que no puedo decir aparece de alguna manera
Cuando el silencio de la boca de un poema perfecto

Solo yo sé el sabor amargo en mi boca
Solo yo sé el tono cuando triste, hablo ronca
Solo yo apuesto por el lugar a donde voy
Y conozco lo dulce de ser realmente quien soy

Escrita por: Clarice Freire