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Travesura

Solange Almeida

Malandragem

Boa noite, Aracaju!

Quem sabe ainda sou uma garotinha
Esperando o ônibus da escola, sozinha
Cansada com minhas meias três quartos
Rezando baixo pelos cantos
Por ser uma menina má

Quem sabe o príncipe virou o chato
Que vive dando no meu saco
Quem sabe a vida (Aracaju, Aracaju, vem, vem, vem!)

Eu só peço a Deus (um pouco de malandragem)
Pois sou criança e não conheço a verdade
Eu sou um poeta e não aprendi a amar
Eu sou um poeta e não aprendi a amar

Bobeira é não viver a realidade
E eu ainda tenho uma tarde inteira
Eu ando nas ruas, eu troco um cheque
Eu mudo uma planta de lugar

Meus amores!
Dirijo meu carro, tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo pra cantar
Pra cantar

Eu só peço a Deus um pouco de malandragem
Pois sou criança e não conheço a verdade
Eu sou um poeta e não aprendi a amar
Eu sou um poeta e não aprendi a amar

Chama, chama, chama!
Meus amores!

Eu ando nas ruas, eu troco um cheque
Eu mudo uma planta de lugar
Dirijo meu carro, eu tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo pra cantar
Bora, meus amores!

Eu só peço a Deus (um pouco de malandragem)
Pois sou criança e não conheço a verdade
Eu sou um poeta e não aprendi a amar
Eu sou um poeta e não aprendi a amar

Quem sabe ainda sou uma garotinha!
Meus amores!
Aracaju!

Travesura

Buenas noches, Aracaju!

Quién sabe si aún soy una niñita
Esperando el autobús de la escuela, sola
Cansada con mis medias tres cuartos
Rezando en voz baja en las esquinas
Por ser una niña mala

Quién sabe si el príncipe se convirtió en el pesado
Que vive molestando
Quién sabe la vida (Aracaju, Aracaju, ven, ven, ven!)

Solo le pido a Dios (un poco de travesura)
Pues soy niña y no conozco la verdad
Soy poeta y no aprendí a amar
Soy poeta y no aprendí a amar

Tontería es no vivir la realidad
Y aún tengo una tarde entera
Caminando por las calles, cambio un cheque
Muevo una planta de lugar

Mis amores!
Conduzco mi auto, tomo mi trago
Y aún tengo tiempo para cantar
Para cantar

Solo le pido a Dios un poco de travesura
Pues soy niña y no conozco la verdad
Soy poeta y no aprendí a amar
Soy poeta y no aprendí a amar

¡Llama, llama, llama!
Mis amores!

Caminando por las calles, cambio un cheque
Muevo una planta de lugar
Conduzco mi auto, tomo mi trago
Y aún tengo tiempo para cantar
¡Vamos, mis amores!

Solo le pido a Dios (un poco de travesura)
Pues soy niña y no conozco la verdad
Soy poeta y no aprendí a amar
Soy poeta y no aprendí a amar

¡Quién sabe si aún soy una niñita!
¡Mis amores!
¡Aracaju!

Escrita por: Agenor de Miranda Araújo Neto / Cazuza / Roberto Frejat