Rap da Musa
Te louvo, te rezo, te saúdo, Santa Padroeira
Da minha Padroeira santa, vida santa
Da minha vida, minha vila Santa Padroeira
Assalto um banco, te dou um chocolate
Chocolate branco, sequestro um burguês
Te dou um pequinês, ganho na loteria
Te dou um peru da Sadia
Saque, saquei, saqueio o céu
Te dou um pote, pote, pote de mel
Descubro um, segredo de Estado
Pra me calar eu mando exigir
Que te deem um lago
Herdo uma mina de ouro
Te dou uma saia de couro, de couro, de couro, de couro
Oh! Ursa Menor, cura os meus olhos
Eu queria tanto ver de novo o sol, o céu, você
Oh! Ursa Menor, deixa um pouco para mim
Dessa ursânica libido acumulada
Em seis meses de hibernação
Deixa eu entrar na tua gruta, animal do cão!
E você diz: Louva-me, e me bendiz
(Foi o que sempre quis)
Pode vir e me despir e depois
Com os teus versos me vestir
E erguendo o dedo, meio brava, meio mãe
Minha musa diz: Mas não se prenda, não
Hoje te digo sim. Amanhã, não sei, não
Te louvo, te celebro, fico louco, meu cérebro
Esqueço que sou pai, esqueço que sou filho
Fiquei refém do teu umbigo pra chamar tua atenção
Rap de la Musa
Te alabo, te rezo, te saludo, Santa Patrona
De mi Santa Patrona, vida santa
De mi vida, mi villa Santa Patrona
Asalto un banco, te doy un chocolate
Chocolate blanco, secuestro a un burgués
Te doy un pequinés, gano en la lotería
Te doy un pavo de Sadia
Saqueo, saqué, saqueo el cielo
Te doy un tarro, tarro, tarro de miel
Descubro un secreto de Estado
Para callarme exijo
Que te den un lago
Heredo una mina de oro
Te doy una falda de cuero, de cuero, de cuero, de cuero
¡Oh! Osa Menor, cura mis ojos
Quisiera tanto volver a ver el sol, el cielo, a ti
¡Oh! Osa Menor, déjame un poco para mí
De esa libido ursina acumulada
En seis meses de hibernación
¡Déjame entrar en tu cueva, animal del demonio!
Y tú dices: Alábame y bendíceme
(Eso es lo que siempre quise)
Puedes venir y desvestirme y luego
Con tus versos vestirme
Y levantando el dedo, medio enojada, medio madre
Mi musa dice: Pero no te limites, no
Hoy te digo que sí. Mañana, no sé, no
Te alabo, te celebro, me vuelvo loco, mi cerebro
Olvido que soy padre, olvido que soy hijo
Quedé prisionero de tu ombligo para llamar tu atención
Escrita por: Adalberto Monteiro / Débora Di Sá