Seu Enterro
Somos dois pássaros sem asa e sem destino pra pousar
ameaçou voar e prometeu esquecer
o meu caminho nas nuvens
A vida dessa árvore é você
as folhas perceberam a sua ausência
e as flores se prestaram a velar o seu enterro
E tuas mãos sangrar pra esse inferno ver
que do avesso está
todo amor que eu dei
Não foi suficiente em galhos te prender
Por tudo
e até desequilibrar...
"sou grato pela devoção, insisto que tenham fé,
para que em outro plano espiritual o reencontro faça jus a quem
vier..."
Eu rezo aqui e eu peço a Deus
que só ilumine aonde eu for pisar
E ainda que houvesse voz (Ouvia-se um grito mudo à solidão)
Cálice
O som do desespero me agradou
E ainda que houvesse voz
Cale-se
Pela chuva que não vi cair
Pelos ventres que não alfinetei
Por interromper e atropelar a poesia
DO ESPETÁCULO!
Jaz...
Tu Funeral
Somos dos pájaros sin alas y sin destino para posar
amenazó con volar y prometió olvidar
mi camino en las nubes
La vida de este árbol eres tú
las hojas notaron tu ausencia
y las flores se prestaron a velar tu funeral
Y tus manos sangran para que este infierno vea
que del revés está
todo el amor que di
No fue suficiente para atarte a las ramas
Por todo
y hasta desequilibrar...
'Estoy agradecido por la devoción, insisto en que tengan fe,
para que en otro plano espiritual el reencuentro sea justo para quien
venga...'
Rezo aquí y le pido a Dios
que solo ilumine donde pise
Y aunque hubiera voz (Se escuchaba un grito mudo a la soledad)
Cáliz
El sonido de la desesperación me complació
Y aunque hubiera voz
Cállate
Por la lluvia que no vi caer
Por los vientres que no pinché
Por interrumpir y atropellar la poesía
¡DEL ESPECTÁCULO!
Yace...
Escrita por: Fábio Tostes