Rua Vinícius de Moraes
Vou pela Rua Vinícius de Moraes
Enquanto amendoeiras dispensam
Folhas mortas
Como se fossem papéis
Escritos com sangue e alegria
Papéis manchados de vida
E poesia
Sou as canções que eu faço
E as que farei
Sou os amores que tenho
E os que terei
Pois o amor e as canções
São o esperanto geral
Que me protege das manhãs
Do mal
Ando sem medo da dor
Ou da morte
Nasce o dia
Com suas trombetas tropicais
Enquanto piso as folhas
Das amendoeiras vermelhas
Da Rua Vinícius de Moraes
Calle Vinícius de Moraes
Caminando por la Calle Vinícius de Moraes
Mientras los almendros dejan caer
Hojas muertas
Como si fueran papeles
Escritos con sangre y alegría
Papeles manchados de vida
Y poesía
Soy las canciones que hago
Y las que haré
Soy los amores que tengo
Y los que tendré
Pues el amor y las canciones
Son el esperanto general
Que me protege de las mañanas
Del mal
Ando sin miedo al dolor
O a la muerte
Nace el día
Con sus trompetas tropicales
Mientras piso las hojas
De los almendros rojos
De la Calle Vinícius de Moraes
Escrita por: Abel Silva / Sueli Costa