Palavras Nos Muros
Quando não tem carona
Faço nos passos caminho
Plantas cobrem as palavras nos muros
Menos do que pinta o vizinho
Enfrento elevadores e filas
Entendo que as conversas dependem
E que nem sempre o que sai pela boca
É o que chega ao alto-falante
Imprevisto é quem vigia
Quando a gente desconfia
Mesmo que por covardia
Quando o outro desafia
Que é preciso agradar
Ser mais um não é somar
Que é preciso agradar
Ser mais um não é somar
Idolatria apostam em impostores
Apostas que valem uns milhões
São parasitas não são moradores
São visitas que matam anfitriões
Estranho indiscretamente
O que não for diferente
Desinventar é decadente
Sequer suficiente
Vocês não vão convencer
O que não me convém ser
Vocês não vão convencer
O que não me convém ser
Vocês não vão convencer
O que não me convém ser
Vocês não vão convencer
O que não me convém ser
Palabras en los Muros
Cuando no hay aventón
Hago camino en los pasos
Plantas cubren las palabras en los muros
Menos de lo que pinta el vecino
Enfrento ascensores y filas
Entiendo que las conversaciones dependen
Y que no siempre lo que sale por la boca
Es lo que llega al altavoz
Lo imprevisto es quien vigila
Cuando uno desconfía
Aunque sea por cobardía
Cuando el otro desafía
Que es necesario agradar
Ser uno más no es sumar
Que es necesario agradar
Ser uno más no es sumar
Idolatran a impostores
Apuestas que valen millones
Son parásitos, no son habitantes
Son visitas que matan a los anfitriones
Extraño indiscretamente
Lo que no sea diferente
Desinventar es decadente
Ni siquiera suficiente
Ustedes no van a convencer
Lo que no me conviene ser
Ustedes no van a convencer
Lo que no me conviene ser
Ustedes no van a convencer
Lo que no me conviene ser
Ustedes no van a convencer
Lo que no me conviene ser