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Raúl, yo no toco bolero

Tabacos de Guevara

Raul, eu não toco bolero

Não, senhor, eu não toco bolero
Também não vou dar qualquer desculpa de amarelo
É com pesar que deixo essa velhinha passar
Não, senhor, eu não toco bolero
Só pude pagar por uma aula do marcelo
É com pesar que te deixo tentar me humilhar

E nessa ordem natural das coisas
Não me importam quantas noivas
Embriagadas tiveste que animar
Pra me encontrar aqui
Até me agrada a ironia
Mas não julgue rebeldia
Preferir criar
Pode ser bem melhor criar
É bem melhor criar que acompanhar

Não, senhor, eu não toco bolero
Também não vou dar qualquer desculpa de amarelo
É com pesar que deixo essa velhinha passar
Não, senhor, eu não toco bolero
Só pude pagar por uma aula do marcelo
É com pesar que te deixo tentar me humilhar


E nessa ordem natural dos fatos
Não serei mais um dos fracos
Daqueles cujos fracassos gostas de colecionar
Até me agrada essa dancinha
Não julgue maldade minha
Mas é bom poder
É bom também querer
É bom também saber incomodar

Raúl, yo no toco bolero

No, señor, yo no toco bolero
Tampoco voy a dar ninguna excusa amarilla
Es con pesar que dejo pasar a esta viejecita
No, señor, yo no toco bolero
Solo pude pagar por una clase con Marcelo
Es con pesar que te dejo intentar humillarme

Y en este orden natural de las cosas
No me importa cuántas novias
Embriagadas tuviste que animar
Para encontrarme aquí
Hasta me agrada la ironía
Pero no juzgues rebeldía
Prefiero crear
Puede ser mucho mejor crear
Es mucho mejor crear que seguir

No, señor, yo no toco bolero
Tampoco voy a dar ninguna excusa amarilla
Es con pesar que dejo pasar a esta viejecita
No, señor, yo no toco bolero
Solo pude pagar por una clase con Marcelo
Es con pesar que te dejo intentar humillarme

Y en este orden natural de los hechos
No seré uno más de los débiles
De aquellos cuyos fracasos te gusta coleccionar
Hasta me agrada este bailecito
No juzgues maldad en mí
Pero es bueno poder
Es bueno también querer
Es bueno también saber incomodar

Escrita por: Arthur Sá De Melo