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Granada

Tagore

Granada

É tão pequena que parece amor
É devaneio que me tira o chão
É colorido céu emoldurado
Em bordas de algodão

Eu nunca amei o meu ventilador
Eu nem queria tanta aflição
To costurando meu peito queimado
Em noite de São João

E o desencontro só me traz calor
São tantas vidas que me vem e vão
É quase mórbida faísca crua
De minha solidão

E o desencontro só me traz calor
São tantas letras que me vem e vão
É quase mórbida faísca crua
De minha solidão

Granada

Es tan pequeña que parece amor
Es un devaneo que me quita el suelo
Es un cielo colorido enmarcado
En bordes de algodón

Nunca amé a mi ventilador
Ni quería tanta aflicción
Estoy cosiendo mi pecho quemado
En la noche de San Juan

Y el desencuentro solo me trae calor
Son tantas vidas que vienen y van
Es casi una mórbida chispa cruda
De mi soledad

Y el desencuentro solo me trae calor
Son tantas letras que vienen y van
Es casi una mórbida chispa cruda
De mi soledad

Escrita por: João Cavalcanti / Tagore Suassuna