395px

Nada Sé de Eterno

Taiguara

Nada Sei de Eterno

Hoje eu sei
Que esse minuto é tudo
Mas que passa...
Eu sei...
Por isso pede a noite
Que eu pernoite em teus receios
Durma nos teus seios
E se o sol
O mesmo antigo sol da infância
Vindo da distância
Se firmar no horizonte
É pra não durar
Não vou sonhar

Eu vim do inverno
Nada sei de eterno
Vi o amor chorar
Pra depois mudar
Igual a chuva
Que se curva em arco-íris
Abraçando o espaço
Incompleto abraço
Que não deixa queixa

Braço à luz
Não me seduz
Nascer em ti
Depois morrer de ti
Como essa luz morreu
Eu quero um filho teu
Que me estenda
Que me estenda a mão
Ao teu cabelo louro quando embranquecer
Que seja o céu e o sol
Em tua estrada ensombrecida
Tudo em tua vida
(Quanto eu desejava ser)

Nada Sé de Eterno

Hoy sé
Que este minuto lo es todo
Pero que pasa...
Lo sé...
Por eso pide a la noche
Que pernocte en tus miedos
Duerma en tus senos
Y si el sol
El mismo antiguo sol de la infancia
Viniendo desde la distancia
Se afirma en el horizonte
Es para no durar
No voy a soñar

Vengo del invierno
Nada sé de eterno
Vi al amor llorar
Para luego cambiar
Igual que la lluvia
Que se curva en arcoíris
Abrazando el espacio
Incompleto abrazo
Que no deja queja

Brazo a la luz
No me seduce
Nacer en ti
Después morir por ti
Como esa luz murió
Quiero un hijo tuyo
Que me extienda
Que me extienda la mano
A tu cabello rubio cuando se vuelva blanco
Que sea el cielo y el sol
En tu camino ensombrecido
Todo en tu vida
(Lo que deseaba ser)

Escrita por: Sílvio da Silva Jr. / Aldir Blanc