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Marcados

Tami Cerqueira

Marcados

Amanhã, no trem das dez, eu me recolho
Se eu me transparecer eu serei aceito?
Tem gente que canta virada de noite ao amanhecer
E cala tua voz ao bom senso do entardecer

Meu gosto de liberdade
ócios da idade, meu bem
Minha carne é de ninguém
Estamos atados

Inverso ao verso feito de conta disperso
Histórias de glórias sem nexo
Nem tudo que planta tem obrigação de fazer crescer
No peito, pra brotar, se rega e carrega até florescer

O gosto de ter vontade
Ócios da idade, meu bem
Minha carne é de ninguém
Estamos marcados

Estamos marcados
Minha carne é de ninguém
Estamos marcados
Estamos perdidos...

Marcados

Mañana, en el tren de las diez, me retiro
Si me muestro tal como soy, ¿seré aceptado?
Hay gente que canta de noche hasta el amanecer
Y silencia tu voz al buen juicio del atardecer

Mi gusto por la libertad
Ocios de la edad, mi amor
Mi carne no le pertenece a nadie
Estamos atados

Inverso al verso hecho de mentiras dispersas
Historias de glorias sin sentido
No todo lo que se siembra tiene la obligación de crecer
En el pecho, para florecer, se riega y se cuida

El gusto por tener deseos
Ocios de la edad, mi amor
Mi carne no le pertenece a nadie
Estamos marcados

Estamos marcados
Mi carne no le pertenece a nadie
Estamos marcados
Estamos perdidos...

Escrita por: Arthur Félix / Tami Cerqueira