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Sertão

Tauã

Sertão

E lá eu rumei
Tomei as rédeas, naveguei
Por entre flores, mil urtigas
Na caatinga eu fui o
Cerne do chão

Com os pés descalços
Voei alto e vi que os pés
Nas águas do mar
Na montanha revivi
Há tanto tempo atrás

O desejo vão
Peito forte, mente febril
Existe um lugar
Que desconheço
Que não tem tempo nem papel
Onde os dedos apontam pro léu
Onde o tesouro se encheu de cupim
Onde não há medo do fim

Sertão

Y allí me dirigí
Tomé las riendas, navegué
Entre flores, mil ortigas
En el sertón fui el
Corazón de la tierra

Con los pies descalzos
Volé alto y vi que los pies
En las aguas del mar
En la montaña reviví
Hace tanto tiempo atrás

El deseo vano
Pecho fuerte, mente febril
Existe un lugar
Que desconozco
Que no tiene tiempo ni papel
Donde los dedos apuntan al cielo
Donde el tesoro se llenó de comején
Donde no hay miedo al fin

Escrita por: Tauã, Floriano Varejão