Grileiro de Terra
Nesses versos eu vou revelar
Uma história do nosso passado
Existia um grileiro de terras
O que tinha era tudo tomado
Em uma área que veio empossando
Foi deixando um caboclo cercado
Foi falar com aquele caboclo
Um capanga por ele mandado
O jagunço falou com o caboclo
Conversando na sua varanda
Meu patrão vai tomar suas terras
Está cercado por todas as bandas
Acho bom sair quanto antes
Pegue a sua família e se manda
Porque saibas que um mau acordo
É melhor do que boa demanda
O caboclo já foi respondendo
Essa terra pra mim é sagrada
Pois aqui derramei meu suor
Minha honra será sepultada
Vai dizer para seu patrão
Eu não cedo um palmo por nada
Pra evitar confusão dou um boi
Por um boi perco toda a boiada
Neste mundo eu não devo a ninguém
A não ser a minha vida a Jesus
De uma coisa pode ter certeza
Como vê esse sol como luz
Se vier invadir minhas terras
Dia a ele que assim eu propus
Cada marco da minha divisa
No lugar eu coloco uma cruz
O grileiro chegou com os jagunços
Arrancando as primeiras balizas
Receberam o que não esperavam
Um estanho furando as camisas
O caboclo venceu na tocaia
Em defesa do chão que hoje pisa
Com as cruzes dos grileiros de terra
Fez a cerca da sua divisa
Invasor de Tierras
En estos versos voy a revelar
Una historia de nuestro pasado
Había un invasor de tierras
Que lo tenía todo tomado
En un área que fue ocupando
Dejó a un campesino rodeado
Fue a hablar con aquel campesino
Un matón enviado por él
El matón habló con el campesino
Conversando en su galería
Mi jefe va a tomar tus tierras
Está rodeado por todos lados
Sería bueno que te fueras pronto
Lleva a tu familia y lárgate
Porque debes saber que un mal acuerdo
Es mejor que una buena demanda
El campesino respondió de inmediato
Esta tierra para mí es sagrada
Pues aquí derramé mi sudor
Mi honor será sepultado
Ve y dile a tu jefe
Que no cedo ni un palmo por nada
Para evitar problemas doy un buey
Por un buey pierdo todo el ganado
En este mundo no le debo a nadie
Sino a mi vida a Jesús
De una cosa puedes estar seguro
Como ves este sol como luz
Si vienen a invadir mis tierras
Dile que así lo propuse
Cada marca de mi límite
En su lugar pongo una cruz
El invasor llegó con los matones
Arrancando las primeras balizas
Recibieron lo que no esperaban
Un extraño perforando las camisas
El campesino venció en la emboscada
En defensa del suelo que hoy pisa
Con las cruces de los invasores de tierras
Hizo la cerca de su límite