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Octubre O Nada

Tavinho Limma

Outubro Ou Nada

Há quantos janeiros chegados
Eu tenho sempre enxergado
O que meus olhos não verão?
Há quantos outonos partidos
Eu nunca tenho seguido
Por que teus olhos não virão?

Tantas primaveras incompletas
Setembros são flores desertas
Sem estar salvo, sem estar são
Sem ter nossa estação!

Tantas primaveras incompletas
Setembros são flores desertas
Sem estar salvo, sem estar são
Sem ter nossa estação!

Sim, há de existir uma frieza bem maior de que teu gelo
Frio, há de insistir, nem a paixão se arrepia em teus pelos
E o que dizer, se o silêncio nos arranca os cabelos?
Sei se formos tudo: Outubro ou nada, não?!

Tantas primaveras incompletas
Setembros são flores desertas
Sem estar salvo, sem estar são
Sem ter nossa estação!

Os dias, contados
As horas, cantadas
Ou nada, ou tudo
Outubro ou nada!

Octubre O Nada

Hay cuántas llegadas
Siempre he visto
¿Qué no verán mis ojos?
Hay cuántos otoño roto
Nunca he seguido
¿Por qué no vienen tus ojos?

Tantos incompletos primavera
Septiembre' son flores desiertas
Sin estar a salvo, sin estar cuerdo
¡Sin tener nuestra estación!

Tantos incompletos primavera
Septiembre' son flores desiertas
Sin estar a salvo, sin estar cuerdo
¡Sin tener nuestra estación!

Sí, debe haber una frescura mucho mayor que tu hielo
Frío, debes insistir, ni siquiera la pasión se arrastra en tu cabello
¿Y si el silencio nos arranca el pelo?
Sé si vamos todo octubre o nada, ¿verdad?

Tantos incompletos primavera
Septiembre' son flores desiertas
Sin estar a salvo, sin estar cuerdo
¡Sin tener nuestra estación!

Los días, numerados
Las horas, cantadas
O nada, o todo
Octubre o nada!

Escrita por: Paulo Monarco / Tavinho Limma